sexta-feira, 28 de maio de 2010

Mulheres do Design

Aí vai um artigo da revista ABC Design falando da influência e importância das mulheres no design moderno.

"Dia das mulheres é algo meio estranho, porque hoje não parece haver uma razão “de verdade” de ter um dia para celebrar quem representa metade da população mundial.

Sim, o dia vem em comemoração às lutas em busca de direitos iguais, mas em pleno ano 2010, é inadimissível que ainda exista qualquer tipo de desigualdade, seja entre sexos, entre cores, entre opções sexuais, etc…

Esse negócio de data comemorativaparece ser só mais uma constante reafirmação de que é preciso celebrar o “diferente”, o que é meio absurdo. E ainda, nós mulheres, temos que ficar aguentando homenagens como essa, que limita as nossas qualidades à beleza, delicadeza e outras “feminices”…

Parece que o único que não tem data comemorativa é o homem branco e heteressexual , como se esse fosse o padrão da humanidade e, portanto, não precisa de uma data especial para ele…

Mesmo assim, é um dia para a gente lembrar pelo menos de algumas mulheres importantes do design, como Paula Scher..."


Para ler a matéria na integra, acesse:
http://abcdesign.com.br/categoria-1/mulheres-do-design/

quinta-feira, 27 de maio de 2010

A história da Bauhaus



Esse video é realmente muito bom. Conta a história da Bauhaus. Escola que deu origem ao Design.

Impossível estudar Design sem estudar Bauhaus.

Entrevista com o professor Antônio Carlos.



Reportagem da Ciranda Cultural entrevistando o professor Antonio Carlos Espindola Schrega.
Falam sobre a estética da Bauhaus. Que deu origem ao Design, Arquitetura e as Artes modernas.


"Em 1919, na Alemanha, surgia uma escola que revolucionaria o design, as artes plásticas e a arquitetura. Criada por Walter Gropius, a Bauhaus escancarou o modernismo. Tinha como princípio a racionalidade. Projetava prédios que pareciam não ter telhado e exibiam concreto aparente com grandes janelas integrando ambientes internos e externos. Evitava ornamentos. Menos é mais, dizia Mies Van der Rohe, um dos professores mais famosos. Movimento de vanguarda que influenciou o mundo inteiro e é tema de exposição do Instituto Goethe, no Museu Universitário, da PUC Curitiba, primeira cidade brasileira a receber a mostra. É lá o palco do nosso papo de hoje, com o professor Antonio Carlos Espindola Schrega."

quinta-feira, 20 de maio de 2010

ENTREVISTA - O que a sociedade pensa de pessoas criativas?

Um aluno de Design d universidade federal de londrina fez uma série de entrevistas com alunos sobre: "O que você acha de pessoas criativas?"

Os alunos concordam que a sociedade tem um preconceito fortíssimo com as pessoas que usam e abusam da criatividade. Veja a seguir:

HISTÓRICO DO DESIGN

Quer saber mais sobre toda a história do design? Sobre como ele evoluiu até chegar nas percepções que temos hoje?

Peguei uma série de matérias sobre a história do design e vou postar agora para os mais interessados.

O design gráfico existiu muito antes de haver uma palavra para design. Pensar que a História do Design é área de investigação recente é um engano.
O historiador-designer Philip Meggs comenta: «a crítica de design e a (investigação da) sua história já existe desde o século XVI». Meggs faz parte de uma tradição recente de historiadores que concluíram que a forma como se compreende a história do design gráfico não depende da estrutura tradicional da história da arte.


http://tipografos.net/glossario/design-grafico.html

O design gráfico é uma atividade que tem suas origens na pré-história com as primeiras pinturas em cavernas, como as de Lascaux e se estendem através do tempo até as luzes de neon de Ginza. Desde a história antiga até os tempos recentes da explosão da comunicação visual do século XXI, não há uma distinção clara das definições de propaganda, design gráfico e arte refinada. Afinal de contas, eles compartilham muitos dos mesmos elementos, teorias, princípios, práticas e linguagens. Na propaganda, o objetivo final é a venda de bens e serviços. No design gráfico, "a essência é dar ordem às informações, formas às idéias, expressões e sentimentos a artefatos que documentam a experiência humana"
Entendamos o Design Gráfico como uma forma de comunicar visualmente um conceito, uma idéia, através de técnicas formais. Podemos ainda considerá-lo como um meio de estruturar e dar forma à comunicação impressa, em que, no geral, se trabalha o relacionamento entre ‘imagem’ e texto.

Trecho retirado do Wikipédia. Quer continuar a ler?
http://pt.wikipedia.org/wiki/Design_gr%C3%A1fico

Bom, estamos cansados de saber que wikipédia não é uma das melhores referências, então, peguei alguns outros trechos interessantes que eu encontrei:

O ser humano sempre teve a necessidade de se comunicar com seus semelhantes, até tal ponto que podemos afirmar que se o homem é o ser mais avançado da natureza, é devido, em grande parte à facilidade que teve para fazer partícipe aos demais de suas idéias de uma forma ou de outra.
As primeiras formas comunicativas foram mediante elementos visuais. Antes de desenvolverem capacidades de expressão mediante a linguagem falada, os homens utilizaram seu corpo para comunicar aos demais estados de ânimo, desejos e inquietudes através de intenções, expressões e signos, que com o tempo adquiriram a condição de "linguagem", ao converter-se em modelos de comunicação.
Embora posteriormente a linguagem falada passara a ser o meio de intercâmbio de informação mais direto, a linguagem visual continuou tendo um importante peso nas relações comunicativas, sobretudo a partir do uso de diversos materiais e suportes como meios de "modelar" mensagens visuais, como demonstram uma infinidade de desenhos em pedra e pinturas rupestres que chegaram aos nossos dias, nas quais representam elementos naturais, atividades cotidianas e diferentes signos artificiais com significado próprio.



A representação de idéias mediante gráficos teve seu maior avance com o aparecimento das linguagens escritas, que permitiram expressar cadeias estruturadas de pensamentos mediante um conjunto de elementos gráficos de significado próprio dispostos segundo uma estrutura definida, capazes de transmitir mensagens entendíveis pela comunidade.

Estas linguagens escritas estavam baseadas na representação de elementos tomados da natureza, aos que se atribuía uma interpretação particular, e também um conjunto artificial de símbolos inventados: os alfabetos. Cada um destes signos isolados tinha às vezes um significado incerto, porém unido a outros, permitiam representar graficamente a linguagem falada por cada povo ou cultura.



Como suporte físico, foi utilizada inicialmente a pedra, porém, rapidamente se buscaram outros tipos de materiais que permitiram uma maior facilidade de uso e uma maior portabilidade, como os papiros ou os pergaminhos.



Também se começaram a usar diferentes tipos de pigmentos naturais para dar um maior colorido e expressão às obras escritas e composições artísticas, e a dispor os diferentes elementos textuais e gráficos de forma harmoniosa e equilibrada, já que se apreciou que com isso se ganhava poder comunicativo, clareza e beleza. Isto pode ser apreciado na confecção dos incunábulo realizados nos monastérios, nos que se observa de forma clara a importância da "FORMA" (design) para transmitir uma mensagem.



Posteriormente, Johann Gutenberg inventou a imprensa, artefato capaz de reproduzir em grandes quantidades e de forma cômoda um original, o que tornou possível que os documentos impressos e a mensagem que continham fossem acessíveis a um grande número de pessoas.



Logo começaram a aparecer imprensas que reproduziam todo tipo de obras, cada vez mais elaboradas. Começaram-se a usar novos materiais como suporte, novas tintas e novos tipos de letras, originando o aparecimento de profissionais especializados em seu manejo, os tipógrafos e os impressores, talvez os primeiros designers gráficos como tal, já se encarregavam de compor e construir os diferentes elementos que formariam uma obra de forma que resultasse lógica, clara, harmoniosa e bela.

Outro grande impulsor do desenvolvimento do design gráfico foi a Revolução Industrial. Surgiram as fábricas e a economia de mercado, um grande número de pessoas se deslocou às cidades para trabalhar, aumentaram as lojas e os comércios e começou a concorrência entre empresas por se tornarem uma parte do mercado. Com isso, apareceu e se desenvolveu uma nova técnica comercial, a publicidade, encarregada de fazer chegar aos consumidores mensagens específicas que lhes convencessem de que um produto dado era melhor que outros análogos.



Para continuar lendo a matéria acesse: http://www.criarweb.com/artigos/711.php

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Entrevista com DANIEL SEMANAS - por ZUPI

A seguir, entrevista com o Designer Daniel Semanas, comentando sobre sua formação, técnicas e tendências. Fala também de seus projetos pessoais e dá dicas para quem está entrando no mundo do Design.



[Zupi] Qual é a sua formação?

Sou recém formado, Bacharelado em Design com Habilitação em Comunicação Visual.

[Zupi] Você acredita que é necessário estudar para se tornar um bom profissional na área de design?

Acho que sim, não apenas nas aulas, mas pelo ambiente acadêmico. Me lembro que quando entrei na faculdade só desenhava anime/mangá. Logo no primeiro dia de aula conheci pessoas que desenhavam incrivelmente bem, conheci vários tipos de traços diferentes, o que me fez mudar totalmente meu estilo. Para mim a convivência com os alunos e professores já valeu a pena.

[Zupi] Como entrou na área de design gráfico?

Desde pequeno eu costumava desenhar bastante, acabei entrando para o design gráfico por que era o que mais se aproximava da parte de ilustração. Sem contar a influência do meu irmão que me puxou bastante pra esse lado.

[Zupi] Qual é a sua formação?

Comecei a desenhar logo que bombou a febre do anime. Aprendi a animar no flash justamente para conseguir fazer meus próprios animes, foi quando surgiu o Noframe studio. Produzi uma série de animações vetoriais no estilo mangá e cartoon. Quando entrei na faculdade, olhando os trabalhos dos meus amigos, percebi que não valia a pena continuar com o mangá, fiz minha ultima animação para o Noframe (Between Love & Hate). Num dia terrível, meu computador resolveu apagar todas as minhas animações, o que na hora foi um desastre, mas depois me motivou a criar minha mais nova animação chamada ” Allamanda “, que deixou de ser Noframe para ser assinada como Daniel Semanas.




Durante o período universitário, trabalhei com animação para o site “o guia dos curiosos”, estagiei em algumas agências de design, e também criei uma marca de roupas chamada Wreal junto com a Baby-c ( flickr/babyc). Atualmente estou trabalhando como freelancer e a procura de um trabalho fixo com ilustração/animação.

[Zupi] Quais as técnicas que utiliza nos seus trabalhos?

As técnicas são as mais simples, bitmap, lápis, nanquim e photoshop. Já para vetorizar, costumo usar o flash, tanto para ilustração quanto animação.

[Zupi] Você segue tendências visuais? Onde você busca suas referências? Quem te inspira?


Eu tento deixar as tendências de lado, embora seja difícil fugir delas. Gosto de pegar referencias nas tendências e adaptá-las em novos contextos( tipo os desenhos dos modernosos ) . Busco referencias em artistas como Jinyoung Shin, Vanya, James Jean, que são de outro mundo. Mas quem mais me inspira é meu irmão Danilo Rodrigues ( que por acaso já apareceu na revista zupi algumas vezes), definitivamente tenho muito a agradecer a ele.

[Zupi] Suas artes transmitem uma aparência de sonho. Como funciona o seu processo criativo?

Gosto de me colocar em situações que me forçam a aprender novas técnicas, no meu primeiro caderno de ilustração eu fazia questão de desenhar cada página com um estilo diferente, é uma forma de achar seu estilo próprio e aumentar o repertório. Ultimamente tenho tentado desenhar cenários naturais, o que até então nunca havia treinado.Quando eu ficar satisfeito com o resultado talvez comece a desenhar suricates ou algo parecido. Quanto aos desenhos parecerem um sonho, acaba sendo por consequência.

[Zupi] Você procura passar algum conceito através de seu traço, alguma mensagem específica?

Com meu traço talvez não, mas com os projetos pessoais sem dúvida. Faço questão de sempre buscar transmitir as coisas que aprendi durante o caminho, as vezes um desenho simples amarrado com uma mensagem sincera vale muito mais que o mais belo desenho vazio.



[Zupi] Sobre os projetos pessoais, você acha que existe diferença entre o que é trabalho pessoal e o que é profissional?

Sem dúvida, acho que ambos tem um lado bom exclusivo. No caso do trampo profissional, somos obrigados a encarar situações que jamais faríamos por nós mesmos, mas que acabam em resultados tão bons quanto. Já nos projetos pessoais, temos a possibilidade de fazer o que bem entender, mas temos que lidar com o auto controle, que as vezes é muito mais difícil do que um chefe chato.

[Zupi] Você mantém projetos pessoais? Se sim, quais?

Sim, sim! Atualmente estou focado em dois grandes projetos pessoais. O primeiro é o Kid chameleon, um projeto musical que estou fazendo com a ajuda de um grande amigo meu. Trata-se de uma releitura de um game dos anos 90 do mesmo nome que eu sou fã incondicional. O segundo é sobre a influência da internet no comportamento da nova geração de adolescentes, é uma série de ilustrações de vários tipos de tribos que surgiram com a internet, por enquanto estou deixando o conceito em off para lançar quando estiver mais encaminhado.

[Zupi] Você acha que o design brasileiro em si tem um estilo próprio?

Acho que sim, essa nova geração de designers está mandando muito bem, o nome dos brasileiros está ganhando cada vez mais aceitação no exterior. Artistas como Grampá tem levantado bastante a moral do Brasil dentro do design.


[Zupi] Qual a sua visão a respeito do mercado de design hoje?

Hoje especificamente o mercado está acompanhado a crise, digo por experiência própria, tem sido difícil arranjar um bom trabalho fixo, ainda mais quando tantos designers estão sendo demitidos. De qualquer forma sempre existe esperança.

[Zupi] Quais são as dicas para quem está entrando no mercado agora?

Posso dar um conselho muito clichê, mas que faz bastante sentido se pensarmos com carinho, sempre buscar ser quem você é, meu professor de desenho me disse uma vez algo que nunca vou me esquecer: “Mergulhe cada vez mais fundo naquilo que você é, naquilo que você é capaz de fazer. Por que a maior parte das pessoas, por insegurança, por medo, por querer que de certo, acabam se limitando a fazer o que todo mundo faz porque sabe que da certo,e abrindo mão do direito que elas tem , e que todo ser vivo tem… que é de buscar a auto- realização como individuo” (Ernesto Bonato ).


Retirada do site: http://www.zupi.com.br/